Jipe Engesa EE-12: um 4×4 brasileiro, tinindo e trincando!

O jipe Engesa EE-12 foi e é um caso de paixão no off-road nacional. Vamos lembrar desse genuíno representante do 4×4 brasileiro, em uma unidade muito bem mantida na região da Serra do Mar de São Paulo.

O jipe Engesa EE-12 foi e é um caso de paixão no off-road nacional.

Convenhamos que é difícil falar mal do Engesa, principalmente quando comparamos suas qualidades, perante seus poucos defeitos.

E foi um desses predicados que fisgou o bacharel de direito José Maria Matosinho Neto, residente em Mauá, cidade pertencente ao ABC paulistana.

“Tenho 1,91de altura um CJ5 não comporta o meu tamanho”, disse Neto. Ele não comprou o EE-12 de cara, passou antes por um Niva, que foi transformando aos poucos e, depois, por um Troller.

José Maria Matosinho Neto, o dono desse jipaço

Recentemente Neto finalmente conseguiu um bom Engesa, uma compra definida também pelo visual, pois ele julga que esse é um dos mais belos jipes já feitos.

Quando foi adquirido no Paraná, esse jipe estava já em bom estado, cabendo ao novo dono instalar rodas, pneus e o guincho elétrico dianteiro, até chegar o momento de encostá-lo no estaleiro, ano passado.

Depois de muito uso, ele sofreu uma batida na traseira e surgiram pontos de oxidação no capô dianteiro (entre as dobras) e no interior das travessas, além da pintura ficar queimada e as lanternas opacas e trincadas. “Há um ano eu troquei a capota de lona por uma fechada de fibra, mas já era momento de fazer uma restauração inteira”, explicou.

Também surgiram vazamentos de óleo no diferencial dianteiro e no

câmbio. Como já conhecia a oficina Max4, levou o jipe e ficou constatado que os parafusos da coroa do diferencial dianteiro estavam quebrados.

Com isso, o jipe havia perdido a tração dianteira. As buchas da suspensão estavam em mau estado e precisavam ser trocadas. “Como ia demorar para concluir o trabalho, eu solicitei que a batida traseira fosse reparada”, comentou.

Mas esse seria apenas o início do efeito dominó, que muitos donos de jipes conhecem tão bem.

A primeira ideia era pintar o jipe com o branco original, mas Neto não queria gastar muito pois estava finalizando a construção da sua casa. Combinando o que seria feito ou não,

Neto ficou pensando que já que pintaria o EE-12, por que não mudar para uma cor de sua preferência? A cor escolhida para a carroceria (parte interna e externa) foi a bonita tonalidade laranja, oriunda do Volkswagen Cross Fox.

Como o trabalho seria completo, também foram pintados o chassi, suspensão, eixos, câmbio e motor, que foi revisado. “O cabeçote foi trabalhado pois o carburador do motor GM 4.1 estava difícil de ser acertado.

O Engesa recebeu um upgrade também no sistema de escapamento, painel, bancos e na parte elétrica, que foi totalmente refeita. De tudo o que foi feito, o proprietário lembra que o ponto mais trabalhoso foi deixar a carroceria bonita como estamos vendo nessas fotos.

Ela apresentava ondulações, havia o reparo na traseira para ser feito, as portas estavam desalinhadas. Para instalar as novas lanternas traseiras do Kia Bongo, foi preciso recortar o interior das caixas de rodas e as entradas ganharam tampas.

Um trabalho complexo e bem feito que gerou um Engesa novo nas ruas.

Novo, tinindo e trincando!

ENGESA ee-12 FASE ii 1989

Motor

Modelo: GM, dianteiro, longitudinal, seis cilindros em linha

Cilindrada: 4.093 cm³

Potência: 153 cavalos a 4.600 rpm

Torque: 29,7 kgfm a 2.400 rpm

Curso x Diâmetro: 98,4 x 89,7 mm

Alimentação: carburador

Combustível: gasolina

Taxa de Compressão: 7,5:1

Refrigeração: água com reservatório de expansão

Transmissão: câmbio Clark de 5 velocidades + ré

TRAÇÃO: 4×2 com opcional para 4×4 (roda livre manual),

acionamento através de alavanca no assoalho

Relação de redução: 1,00:1

Direção: hidráulica

Freios

DIANTEIRO: a disco, com acionamento hidráulico, servoassistido,

duplo circuito

Traseiro: a tambor, com acionamento hidráulico, servoassistido,

duplo circuito

Suspensão

Dianteira e traseira: barras oscilantes longitudinais e

transversais, com molas helicoidais e amortecedores de

dupla ação

Rodas: alumínio 15”

Pneus: 35” x 15

DIMENSÕES (mm)

COMPRIMENTO: 3.850

LARGURA TOTAL COM RETROVISORES E ESTRIBOS: 1.850

ALTURA: 2.050

VÃO-LIVRE: 300

PASSAGEM EM ÁGUA: 600

ÂNGULO DE ENTRADA: 70º

ÂNGULO DE SAÍDA: 50º

INCLINAÇÃO LATERAL: 35º

PESO: 1.765 kg

CAPACIDADE DE CARGA: 500 kg

Tanque de combustível: Inox 98 litros

Consumo médio: 5 km/litro cidade e

3,5 km/litro trilha.

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